Por Jaime Gesisky

Se essas medidas forem aprovadas na sua integralidade, haverá redução total de quase 600 mil hectares de florestas protegidas, que pertencem a Unidades de Conservação, cujo objetivo prioritário é a manutenção da biodiversidade e mitigação das mudanças climáticas, diz o a carta. A perda refere-se a uma área equivalente a quatro vezes o município de São Paulo, ou o território do Distrito Federal.

Na prática, as duas medidas colocam em risco 486 mil hectares da Floresta Nacional do Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim (37% do total) para acomodar em sua maioria invasões ocorridas depois da criação da Flona e mais de 101 mil hectares do Parque Nacional de Jamanxim para abrir espaço às obras da ferrovia Ferrogrão, paralela à BR-163. Até uma área protegida na região Sul, o Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, sofrerá com a redução.

“As medidas aprovadas abrem precedente para novas ocupações de áreas preservadas em Unidades de Conservação na Amazônia, que ficarão ainda mais vulneráveis a crimes ambientais, como grilagem, garimpo e extração ilegal de madeira”, afirmou o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, em artigo publicado neste final de semana pela revista Época.

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