O evento aconteceu em Brasília (DF) e contou com a presença de representantes do governo, sociedade civil e parceiros internacionais, que participaram através da exposição de casos de sucesso na Bahia, no Espírito Santo e no Amazonas, e grupos de discussão sobre as dificuldades encontradas ao longo do projeto.

O PCE vem sendo construído dentro do MMA desde 1997 passando por um longo processo de elaboração. Foram identificados inicialmente sete grandes corredores, cobrindo aproximadamente 25% das florestas tropicais úmidas do Brasil. Dentre estes, foi priorizada a implementação do Corredor Central da Amazônia (CCA) e do Corredor Central da Mata Atlântica (CCMA), a fim de testar e abordar diferentes condições nos dois principais biomas e preparar e apoiar a criação e a implementação de demais corredores.

O projeto contou, ao longo dos seus 12 anos de implementação, com o financiamento do Instituto RainForest Trust (RTF) / Banco Mundial, de 2002 a 2008, e com o Banco Alemão do Desenvolvimento (KFW), entre 2006 e 2014. No total, foram executados R$ 70,11 milhões.

Corredores Ecológicos deixam legado

Os avanços e resultados do projeto no Corredor Central da Amazônia foram importantes, como destaca a gerente do Programa Gestão de Unidades de Conservação do Idesam, Jéssica Cancelli, que participou do evento. “O grupo que representou o Amazonas no evento está inserindo contribuições no documento final para destacar mais enfaticamente as ações realizadas no Corredor Central da Amazônia”, sugere.

Outra contribuição foi referente ao financiamento do projeto. Cancelli destaca que, ainda que muitas atividades previstas estejam incorporadas à estrutura de gestão e às políticas públicas dos estados, é preciso investir mais para a conservação nessas áreas. “A continuidade de investimentos nas ações do projeto são fundamentais para a sua consolidação”, alerta.

Além do Idesam, o Amazonas também esteve representado pelas instituições: Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável (Idam), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Instituto de Terras do Amazonas (Iteam) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Conforme o site do MMA, os resultados das discussões serão sistematizados e publicados futuramente.

Saiba mais no site do Idesam.