Um Grupo de Trabalho (GT) foi criado para revisar a Política de Pesticidas do FSC, com o objetivo de identificar a melhor abordagem para reduzir o uso de pesticidas químicos em unidades de manejo certificadas e prevenir, minimizar e mitigar os impactos negativos relacionados, assegurando a viabilidade econômica do manejo florestal. Dois brasileiros integram este grupo, Jonas Felipe Salvador, da Duratex Florestal Ltda e Robinson Antonio Pitelli, da UNESP.

A primeira versão da política revisada está agora em consulta. As principais mudanças incluem:

• A mudança de uma abordagem baseada em periculosidade para uma nova abordagem que integra periculosidade e risco;

• Proibição ou restrição de pesticidas altamente perigosos (HHPs) com base na priorização de critérios de avaliação de periculosidade e risco para o homem e o meio ambiente;

• Os pesticidas proibidos na lista de HHP do FSC não podem ser usados (exceto pelo mandato do governo ou em determinadas situações de emergência), não serão permitidas derrogações e as consequências para o uso inadequado serão fortalecidas;

• Os processos nacionais e o papel das certificadoras são reforçados;

• Esclarecimento de termos e escopo da política.

Não fique de fora! A participação brasileira é muito importante neste processo.

Como funciona a atual Política de Pesticidas?

O FSC regula o uso de produtos químicos no controle de pragas em florestas nativas e plantações florestais certificadas. A atual Política de Químicos FSC restringe o uso de determinados produtos classificados como altamente perigosos, autorizando seu uso mediante aprovação de uma solicitação de derrogação.

A derrogação é uma autorização dada pelo FSC para que unidades de manejo florestal certificadas utilizem alguns químicos, pelo período de até cinco anos, mediante a comprovação da necessidade do uso, o cumprimento de condicionantes pré-estabelecidas e investimentos na busca de alternativas para o controle de pragas e doenças.

Em 2015 o FSC Brasil foi o primeiro País da rede FSC a formar um Grupo Consultivo Nacional de Manejo Integrado de Pragas (GCNMIP). Atualmente, com base em critérios definidos em conjunto com a Unidade de Políticas e Padrões do FSC® Internacional, o Grupo avalia as solicitações de uso de pesticidas classificados como altamente perigosos pelo FSC. O parecer dos especialistas nacionais serve como base para a tomada de decisão do Comitê de Pesticidas do FSC Internacional.

Desde a criação do GCNMIP, foram analisados entre aplicações novas e adesões à pedidos aprovados, 30 solicitações de organizações nacionais. Este grupo, coordenado pelo FSC Brasil, também avaliou solicitações de detentores de certificados da Argentina, representando uma ação alinhada com a estratégia de otimização de recursos e prestação de serviços para rede FSC.

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