Além da consulta online, serão realizadas duas reuniões presenciais - uma para debater os resultados relacionados às florestas plantadas e outra para os de nativas, nas seguintes datas:
- Florestas Plantadas: dia 10/dezembro, das 9h às 15h, na FGV – Faculdade Getúlio Vargas - Sala 1101 - Av. 9 de Julho, 2029 - Bela Vista (Acesso também pela Rua Itapeva, 432) - São Paulo/SP;
- Florestas Nativas: dia 09/dezembro, das 9h às 14h, no IFT – Instituto Floresta Tropical - Rua dos Mundurucus, 1613 - entre Trav. Apinagés e Trav. Padre Eutíquio - Bairro Juruna - Belém/PA;
Convidamos todos os atores do movimento e setor florestal do Brasil a participar desta consulta, conhecer, revisar e propor melhorias no documento, de forma a construirmos uma versão final e definitiva mais consistente e articulada com a proposta de contribuir para uma gestão mais eficaz, transparente e uniforme de madeira controlada em nosso país.
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Saiba mais...
Histórico:
O processo de construção da Avaliação Nacional de Risco (ANR) brasileira iniciou-se em 2010 a partir da demanda por maior uniformidade e rigor nos mecanismos que regulam o uso da madeira controlada pelas operações certificadas. Esta demanda não partia apenas dos atores brasileiros do sistema, mas também do FSC Internacional e de importantes organizações da câmara ambiental como WWF e Greenpeace.
No ano de 2011 esta proposta se fortaleceu no âmbito internacional quando da aprovação da Moção 51 na Assembleia Geral do FSC (Malásia, 2011), eleita posteriormente como a moção prioritária dentre todas as aprovadas, e que previa a elaboração imediata de Avaliações Nacionais de Risco em todos os países do sistema FSC, de forma a garantir equidade, consistência e credibilidade quanto à aplicação de madeira controlada – evitando ainda o gasto desnecessário de recursos.
Como resposta a este quadro, o Brasil - que já vinha desenhando o plano de trabalho para construção de sua ANR desde final de 2010 em parceria com os membros do conselho diretor e as entidades certificadoras -, obteve aprovação formal do FSC Internacional para iniciar o processo nacional em janeiro de 2012, dando sequência no mesmo através da contratação da Poÿrÿ Silviconsult, e da composição de um grupo de especialistas no escopo do Comitê de Desenvolvimento de Padrões.
Objetivo:
A ANR tem como objetivo imediato a regulamentação dos parâmetros de risco dos locais de origem da madeira controlada utilizada pelas operações certificadas brasileiras, e servirá como instrumento das certificadoras na avaliação dos mecanismos de uso de madeira controlada nas auditorias e processos de certificação.
Mas para além desta finalidade mais instrumental, sabemos que um documento como este carrega também um posicionamento institucional sobre o panorama atual do setor madeireiro em âmbito nacional, mesclando fontes de origem pública e privada em uma avaliação de parâmetros mínimos de qualidade social e ambiental da extração de nossa madeira. Trata-se, portanto, de um documento de grande importância e relevância, mesmo que sabidamente incompleto frente ao quadro de um setor ainda muito carente de informações e dados confiáveis, seguros e atualizados.
Resta então analisá-lo como mais uma referência, feita com o que há de melhor e mais seguro em termos de fontes, mas, consciente de sua limitação e sua constante necessidade de revisão e atualização - o que deve se dar a cada ano conforme as normas do FSC Internacional.
