Como resultado desta parceria e com muito esforço e dedicação de todos os trabalhadores e atores envolvidos, em dezembro de 2013 a COOMFLONA - Cooperativa Mista da Flona do Tapajós recebeu o selo de certificação FSC® 100% comunitário.
Nesta etapa, foi certificada a madeira em tora do manejo florestal e a madeira processada dos galhos (resíduos florestais).
Além do orgulho de ter o trabalho dos cooperados reconhecido, Sérgio Pimentel, presidente da Cooperativa Mista da Flona Tapajós, destacou o diferencial do manejo florestal comunitário familiar (MFCF). “Abrimos 32 ramais na floresta que chegam a locais onde o ônibus na passava. O trabalho da cooperativa consegue pagar o estudo de jovens. Vivemos da floresta, mas continuamos com ela em pé".
A conquista da Coomflona é compartilhada por vários parceiros. Entre eles, o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), que participa desta história desde 2007, e que, junto com o FSC Brasil realizou oficinas para sensibilizar, explicar e planejar o processo de certificação.
Outras instituições também valorizaram muito o trabalho da cooperativa. “Os números da Coomflona são importantes. Eles representam uma população que vive na floresta que gera emprego, renda e melhora a vida das famílias”, relatou Fábio Carvalho, gestor da Flona Tapajós.
Marcos Planello representou o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que realizou as auditorias e vistoria técnicas que recomendaram a Coomflona para a certificação. “É gratificante, enquanto ONG, fazer parte desse momento quando nosso trabalho ajuda a conservar a floresta e ajudar as pessoas”, destacou Marcos antes de entregar o documento que garantia a certificação FSC. Outros parceiros lembrados na cerimonia foram The Amazon Alternative (TAA), Universidade Federal do Oeste do Pará e Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
“A certificação da COOMFLONA terá um grande impacto para o manejo florestal comunitário no Pará, na região amazônica e no mercado de madeiras nativas”, disse Kátia Carvalheiro, do IEB.
Com o selo FSC, a cooperativa busca acessar mercados mais exigentes e preocupados com a origem do produto. “Essa certificação vem comprovar que sempre trabalhamos de forma correta. Veio acabar com a dúvida de alguns que não entendiam como era possível fazer um manejo florestal comunitário”, lembra Sérgio ao contar a história da cooperativa iniciada com 24 sócios em 2005 e que atualmente possui mais de 210, distribuídos em 12 comunidades.
Com certeza essa certificação também fortalece a parceria. Agora a meta é conseguir mostrar o impacto positivo que a certificação exerce na comunidade e promover o uso da madeira certificada na construção civil, colocando-a como um material renovável e que contribui para a geração de renda e valorização das florestas.
