O Forest Stewardship Council (FSC) comemora o encerramento bem-sucedido da retomada da Conferência da ONU sobre Biodiversidade (COP16.2) em Roma, onde foram firmados acordos essenciais sobre a mobilização de recursos necessária, e definidos os mecanismos financeiros para implementá-la.
Com o foco agora se voltando para a implementação, os delegados também tomaram outras decisões sobre assuntos pendentes para fazer avançar o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (KMGBF), incluindo mecanismos de planejamento, monitoramento, prestação de contas e revisão. Pela primeira vez em negociações sobre biodiversidade, os países chegaram a um acordo, expresso por meio de um documento, que trata especificamente do monitoramento de seu próprio progresso, incluindo a maneira como os indicadores serão medidos e usados. Esta iniciativa garante que todas as Partes monitorem seus avanços de uma forma que possa ser interpretada pelos formuladores de políticas nacionais, e forneçam dados que possam ser agregados até o nível global, criando uma imagem completa da implementação do KMGBF.
O FSC comemora os resultados da reunião de Roma, especialmente as decisões tomadas sobre monitoramento e prestação de contas sobre biodiversidade. Como influenciador de mercado motivado por sua missão, o FSC observa com satisfação o crescente reconhecimento do papel do mercado, por exemplo, na Meta 15, que exige que os governos "estabeleçam medidas legais, administrativas ou políticas públicas" para encorajar e permitir que o setor privado monitore, avalie e divulgue de forma transparente seus riscos, dependências e impactos na biodiversidade.
Esse é um passo importante para enfrentar o atual desafio da biodiversidade, e estamos ansiosos para ajudar o setor empresarial que depende das florestas a entender melhor seus impactos na biodiversidade florestal, e tomar as medidas necessárias para transformar seus negócios de forma a criar um mundo positivo para as florestas.
Para empresas que usam a certificação FSC, esta já fornece ferramentas robustas para coletar dados, fazer declarações verificáveis e encontrar mercados que proporcionem valor financeiro adicional para a proteção e manutenção de serviços ecossistêmicos críticos. Essas ferramentas capacitam silvicultores e empresas que façam parte de cadeias de valor de consumo e investimento a demonstrar seus esforços de sustentabilidade e cumprir com outros requisitos de prestação de contas e divulgação de informações de sustentabilidade, como a Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD).
"Há mais de 30 anos, o FSC vem promovendo práticas de manejo florestal sustentável que permitem que manejadores florestais conservem, melhorem e restaurem serviços ecossistêmicos essenciais, incluindo a biodiversidade", disse a Diretora Geral do FSC, Subhra Bhattacharjee. "As decisões tomadas em Roma validam nossa abordagem e criam novas oportunidades para que o setor florestal possa demonstrar liderança em ação climática."
Os resultados da COP16.2 impulsionam as empresas dependentes de florestas a fortalecer seu compromisso com a natureza, certificando suas operações de manejo florestal, criando cadeias de suprimentos livres de desmatamento e investindo em iniciativas de conservação e restauração da biodiversidade. A ação empresarial é essencial para atingir todas as metas e objetivos do KMGBF. A certificação FSC oferece uma estrutura forte e pronta para uso para apoiar esses esforços em direção a 2030.
À medida que nos aproximamos da COP30 em 2025, o FSC segue comprometido em trabalhar com empresas, governos e sociedade civil para acelerar a transição em direção ao manejo florestal responsável. Ao escolher o FSC, as empresas contribuem para atingir as metas do KMGBF e construir resiliência em suas operações, ao mesmo tempo em que atendem às expectativas crescentes de suas partes interessadas em relação à responsabilidade ambiental e social.
A notícia original, em inglês, pode ser acessada aqui.