Olhando do céu, as florestas da Klabin parecem um lindo mosaico em tons de verde. Em muitos aspectos, é exatamente o que elas são: vastos extratos de pinus e eucalipto plantados, que se misturam às artérias de floresta natural.
Um grande número de espécies, algumas em extinção, vagueiam pelos corredores protegidos que as florestas naturais fornecem. Entre eles existem mais de 100 suçuaranas (Puma concolor), o maior felino das Américas depois da onça pintada. Isso foi na última contagem - é possível que agora existam ainda mais.
As suçuaranas já percorreram todas as Américas até o extremo norte, como as Rocky Mountains. Hoje, estão limitadas às florestas remanescentes, como as vastas paisagens florestais da Klabin. Esses reis das montanhas, também conhecidos como “Pumas” ou “Leão da montanha”, não ficam restritos à floresta natural, é claro; o mosaico inteiro é o seu playground. Eles vivem e se procriam livremente por aqui.
Em duas ocasiões, as suçuaranas criaram tocas para seus filhotes em áreas de florestas plantadas, no caminho dos trabalhadores. Em ambos os casos, a Klabin seguiu rigorosas exigências ambientas – que são 100% alinhadas com as exigências do FSC® – e viu as operações pararem por completo até que as mães dos filhotes voltassem para levá-los.
A Klabin é a maior produtora de polpa de celulose e produtos de papel do Brasil, e suas florestas abrangem 3 estados: Paraná, Santa Catarina até o sul do Paraná, e São Paulo até o norte. A legislação brasileira solicita que a empresa conserve 20% de suas florestas, mas a Klabin supera esse número, com mais de 100%.
As maiores florestas da Klabin estão no Paraná, onde 141 mil hectares de um total de 345 mil são florestas preservadas. Aqui, as florestas são habitadas com cerca de metade das espécies de animais do estado; são mais de 750 espécies de animais e 1129 espécies de plantas.
A certificação FSC aconteceu em 1998 no Paraná, em 2004 em Santa Catarina, e em 2009 em São Paulo.
É uma importante ferramenta comercial para a empresa se diferenciar dos outros players que não aderiram às práticas sustentáveis.
As exigências do FSC estipulam que como parte das atividades de pré-colheita, áreas de reprodução de animais raros e animais sob risco de extinção sejam identificadas, e que medidas sejam tomadas para protegê-las. Essa é a maneira que a Klabin maneja suas florestas e que deixa as pessoas que trabalham lá muito orgulhosas. Eles sabem que o que viabiliza o habitat das suçuaranas é somente a ponta do iceberg dos princípios florestais aplicados em suas operações.
O primeiro caso aconteceu em uma plantação de eucalipto no Paraná, em novembro de 2004. A colheita ia começar e os vigias saíram para olhar a área e garantir que tudo estava em ordem. Eles acharam dois filhotes, com menos de um mês de vida, escondidos em um abrigo. A mãe deles não estava por perto, provavelmente procurando algo para caçar. Como os filhotes nascem cegos, eles são completamente dependentes da mãe.
A colheita foi imediatamente suspensa e os trabalhadores retirados da área. Isso é importante: mesmo as fêmeas de suçuarana sendo muito protetoras, existe uma chance de que a mãe abandone seus filhotes se ela sentir cheiro de humanos. Dois dias depois, a mãe voltou e levou seus filhotes para a floresta.
O segundo episódio aconteceu exatamente um ano depois, desta vez em uma plantação de pinus. Dois filhotes, com menos de um mês, foram achados. Novamente, todas as operações de colheita foram suspensas. Depois de três dias, a mãe voltou ao abrigo e levou os filhotes.
As suçuaranas precisam de um habitat grande e calmo para caçar e sobreviver. O fato de estarem procriando nas florestas da Klabin, permitindo a espécie de prosperar, é um sinal claro do ambiente saudável. Achar equilíbrio entre atividades comerciais e conservação é o objetivo mais importante da Klabin. A história das suçuaranas ilustra como os humanos e a natureza podem coexistir.
