Por: Painel Florestal - Elias Luz

O futuro da indústria brasileira de árvores também foi debatido no 2º Encontro Florestal de Executivos. Na mesa moderada por Luiz Cornacchioni, diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Elizabeth de Carvalhaes reafirmou que o setor vai dobrar de tamanho até 2020.

Fernanda Rodrigues, Coordenadora Técnica do FSC, destacou que o Brasil tem tido grandes avanços na área de certificação e que este processo vai continuar mais intenso. O presidente da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luiz Calvo Ramires Junior, destacou que o governo federal vem dando passos importantes para o setor. “Está faltando ações de comunicação, mas o setor vem avançando”, disse.

Para Elizabeth de Carvalhaes, a área de comunicação é um indutor de conceitos importantes que se multiplica numa velocidade enorme. “Um exemplo disso foi a frase de que o eucalipto seca o solo – algo que soou como verdade durante muito tempo. A Ibá pretende ampliar a questão da comunicação. Estamos em 17 Estados, distribuídos em 600 municípios”, explicou.

Na avaliação de Fernanda Rodrigues, do FSC, os impactos positivos do setor florestal devem ser comunicados para a sociedade. Ela disse que o FSC está trabalhando nestas boas histórias com produtos certificados e bem manejados. “Houve muitos avanços e a certificação, por exemplo, não é mais uma barreira e causa impactos positivos para a sociedade”, analisou Fernanda Rodrigues.

Segundo Elizabeth de Carvalhaes, a Ibá deverá se tornar uma das cinco associações mais importantes do País, cujas empresas faturaram – ano passado – cerca de US$ 60 bilhões. Ela acredita que mesmo em tempos difíceis de crescimento econômico, o setor florestal pode ser uma saída importante. Fernanda Rodrigues reafirmou que será cada vez maior o número de florestas certificadas e que o Brasil dará um grande exemplo neste sentido.

Já Luiz Calvo Ramires Junior frisou que o momento político requer maior participação do setor florestal pleiteando mudanças no Mapa. “Infelizmente, poucas iniciativas florestais têm chamado atenção. É preciso que tenhamos uma voz mais forte, porque há muitos desafios. O setor precisa ser mais proativo.