No primeiro evento, cujo tema foi "Resolução de Conflitos e Integridade na Cadeia de Custódia”, Stefan Salvador apresentou as atualidades e tendências na área de Resolução de Conflitos, com destaque para o projeto piloto de mediação. Após a apresentação, foi aberto um debate sobre o tema, a partir de casos ou desafios concretos da realidade brasileira. Em seguida, Stefan abordou a revisão da norma de cadeia de custódia, as metas e ações atuais em torno da Online Claim Platform (OCP) e os limites e potencialidades do projeto no sistema FSC.
O segundo, cujo tema foi “Organismos Geneticamente Modificados", teve início com a explanação de Stefan sobre a Política de Associação e o posicionamento do FSC em relação aos OGM, e foi sequenciado por falas, posicionamentos e questionamentos de representantes brasileiros das três câmaras, entre eles Suzano/Futuragene, representado por Mike May, Oscar Artaza (membro individual do FSC), Ibá, representada por Elizabeth Carvalhaes, Diálogo Florestal, representado por Juliana Griese e Ivone Namikawa, e Imaflora, representado por Leonardo Martin Sobral.
Após as falas, foi aberto um debate entre todos os participantes, que puderam se manifestar e evidenciar suas posições sobre Organismos Geneticamente Modificados, no intuito de construir um panorama atual sobre o tema, a partir da ótica tricameral da governança FSC.
Para Fabíola Zerbini, Secretária Executiva do FSC Brasil, “na política, espaço vazio é espaço ocupável. O FSC é uma plataforma de posições políticas, de dados, de informações, pesquisas e resultados. Não há uma tomada de decisão concentrada que justifique ou que se faça valer imediatamente. Acredito que se há espaço dentro do FSC, os membros das câmaras ambiental, social e econômica tem a possibilidade e o desafio de ocupá-los. Essa governança é a solidez do sistema, que é reconhecido por isso”.
Stefan Salvador agradeceu pelo debate e afirmou: “este encontro foi muito positivo. Foi também inspirador ouvir o desejo por aprendizado e informação. Uma importante mensagem que eu levo, é que o Brasil quer que o FSC faça parte deste debate. Acredito que isso vai ao encontro do que espera o Board, que é tornar o FSC uma plataforma de diálogo para qualquer assunto que envolva florestas”.
O FSC Brasil agradece a participação de todos e reforça que estes encontros de debate e reflexão tem o objetivo de qualificar os posicionamentos dos membros brasileiros do FSC, bem como, as respostas executivas que o FSC Internacional e o FSC Brasil podem dar.
