Por Correio Braziliense
Os megaeventos esportivos estão cada vez mais dispostos a comprar a guerra contra o desmatamento e contra a emissão de gás carbônico. Após os Jogos Olímpicos de Londres-2012 e do Rio-2016; da Euro-2016 e da Liga dos Campeões da Europa, os organizadores da Copa da Rússia e da Olimpíada de Tóquio-2020 vivem num vaivém ao Brasil.
As comitivas buscam informações sobre a certificação de produtos responsáveis, que vão desde o papel usado para a impressão de documentos e de ingressos à compra de madeira usada nas construções, áreas de competição e no mobiliário da Vila dos Atletas. Até a organização da Copa Verde se reuniu ontem, às 14h30, no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, para apresentar os resultados socioambientais da edição deste ano do torneio, conquistada pelo Luverdense-MT.
Sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 2010, Vancouver recebeu, no início deste mês, a oitava Assembleia Geral do Forest Stewardship Council — Conselho de Manejo Florestal. Referência mundial na certificação de produtos florestais, o FSC (na sigla em inglês) exibiu, no hall de acesso ao evento, uma bola de futebol e raquetes de tênis de mesa ecologicamente corretas, ou seja, que não agrediram o meio ambiente durante o processo de fabricação.
Diretora executiva do FSC Brasil, Aline Tristão Bernardes conta ao Correio que o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 é o mais empenhado em aprender com as experiências da Rio-2016. Papéis e madeiras usados no evento foram certificados pelo sistema FSC. “No ano passado, uma comissão do governo japonês nos procurou duas vezes, querendo saber as lições aprendidas nessa questão do uso de produtos de origem responsável nas construções. No caso da Copa da Rússia, é mais em relação ao uso de papel”, relata.
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