As obras da nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), em Copacabana, chegaram a 70% de conclusão. O espaço, que conta com 8,7 mil metros quadrados divididos em oito pavimentos e mais dois andares que ficam no subsolo, vai celebrar a cultura e o Rio de Janeiro e tem previsão de inauguração no ano que vem.
 
Já foram concluídos os serviços de alvenaria, dutos de ar-condicionado e os 199 degraus das escadas externas. Neste momento, estão sendo colocados pisos e revestimentos, instalações e estruturas metálicas, assim como a instalação de esquadrias, divisórias, corrimãos e bancadas. A Fachada Oeste, que terá os olhos e a boca de Carmem Miranda, também será finalizada em breve. Estão previstos ainda serviços de pintura, instalações de louças, metais, luminárias e forros, telhado verde e jardim vertical.
 
A nova sede do MIS será um marco na construção de prédios públicos para a cultura no Rio de Janeiro e se tornará um novo ícone na paisagem da nossa cidade - disse a secretária de Cultura, Eva Doris Rosental.
 
A arquitetura do MIS tem como sua maior inspiração a Praia de Copacabana. O prédio ganhará tons de branco, cinza e preto, remetendo as cores do mosaico do calçadão. O primeiro andar do prédio será dedicado ao humor e à irreverência carioca, enquanto o segundo piso contará a história da música, incluindo samba, choro e os programas de auditório da Rádio Nacional. Já o terceiro andar homenageará a televisão brasileira e Carmem Miranda, incorporando o acervo do museu dedicado à Pequena Notável. No quarto andar, os visitantes circularão por imagens da evolução urbana.
 
No subsolo, haverá uma boate. No terraço, serão realizadas sessões de cinema ao ar livre. O museu contará com locais para atividades educativas e pesquisa, além de espaços complementares – administração, restaurante panorâmico, café, loja e áreas de serviço.
 
A sustentabilidade foi pensada desde a concepção do museu. O MIS busca a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Para isso, diversas medidas foram adotadas: redução de consumo de água; uso de, pelo menos, 50% de madeiras com selo FSC (Forest Stewardship Council®); utilização de materiais de baixa emissão de carbono; construção de telhado e parede verde; redução dos resíduos; e diminuição do consumo de energia usando tecnologias no sistema de aquecimento, ventilação, ar-condicionado, iluminação etc.

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