A partir do mês de março, o cantor pernambucano Lenine dá início a uma turnê por 12 projetos socioambientais pelo Brasil para encontros com as comunidades, gestores, técnicos e, claro, para fazer o que mais gosta: música.

A arte é um instrumento de aproximação poderoso por uma sociedade mais justa, gosto de acreditar que a minha música vai além do que meramente canto”, explica. Ele também é botânico autodidata, colecionador de orquídeas (ou "orquidoido", como prefere) e apoiador engajado de grupos de preservação ambiental.

Os “Encontros Socioambientais com Lenine - Música e Sustentabilidade numa só nota” vão percorrer projetos no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. O lançamento aconteceu dia 12 de março na Praia do Forte, Bahia, com o projeto “Floresta Sustentável”.

O projeto integra as atividades do Programa Petrobras Socioambiental. A proposta inclui a visita do cantor e compositor aos projetos patrocinados pela estatal e o show em celebração com a comunidade local.

O cenário é uma criação do designer João Bird - que viveu e trabalhou durante 10 anos na Amazônia com organizações como WWF (World Wide Fund for Nature) e FSC® (Forest Stewardship Council®).

A preocupação ambiental pode ser percebida até mesmo no cenário – criado pelo designer João Bird, que viveu e trabalhou durante 10 anos na Amazônia . O palco será um trançado de lonas de caminhão usadas, mangueiras de incêndio com validade vencida, ambas recicladas, além de estruturas de bambu.

Robson de Cassia, light designer, concebeu o projeto dos encontros com  tecnologia ecologicamente correta e inédita num show: a "Waka Waka", criada por um empreendimento social como solução para famílias que não têm acesso à eletricidade.

Para completar o projeto, entra em cena outro modelo de iluminação, também abastecida por energia solar, a "N222 Huron", da Nokero. Como o próprio nome diz: Non Kerosene! Uma alternativa viável para substituir o querosene ou outros combustíveis nocivos que ainda são usados em lampiões nas regiões mais vulneráveis do mundo. Criadas como uma alternativa de alta tecnologia e baixo custo, essas fontes de energia sustentável prometem surpreender no palco.

Desde as primeiras composições, as questões sociais e ambientais estão presentes. Mas nunca a natureza entrou na sua música de forma tão sorrateira quanto no seu último álbum “Chão”. Ao ouvir uma canção gravada em seu estúdio, ele percebeu que havia sido registrado também o canto afinado de um canário belga. Decidiu assumir o som na gravação, assim como é possível ouvir o coro de cigarras na Urca e outros tantos ruídos do seu cotidiano.

Para mais informações, acesse aqui.

Fonte: CicloVivo