As duas associações já possuem a certificação FSC para o manejo de babaçu e de castanhas.
O encontro ocorreu nas aldeias Iratana e Lapetanha, que ficam em Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho. Mais de 40 indígenas participaram e receberam orientações sobre custos de produção, composição de valores, rendimento, qualidade, oportunidades e desafios de mercado relacionados às cadeias de valor praticadas pelo Povo Paiter Suruí.
“As certificadoras vão até as áreas de manejo conhecer a organização e o FSC tem alguns documentos com regras e requisitos que direcionam o que deve ser avaliado nesse manejo, considerado responsável. E assim o consumidor consegue reconhecer o produto florestal que realmente veio de uma origem responsável e cumpriu com todos os requisitos”, explicou a representante do FSC Andrea Werneburg.
Durante a oficina, cada um se dedicou com muita atenção. Afinal, o sustento deles vem da terra e o desejo é dar maior valor aos produtos.
“O intuito é desenvolver planos de negócios com comunidades tradicionais e indígenas, de forma que os ideais desse plano sejam deles, podendo expor a forma como eles gostariam de trabalhar a cadeia de valor”, disse o representante do Imaflora, Roberto Sartori.
O indígena Rubens Naraikoe Suruí é da aldeia Lapetanha e faz parte da Associação Metareilá, que atua na defesa e preservação do patrimônio cultural e territorial indígena. Ele fala da importância que este treinamento tem para a tribo.
“Essa iniciativa surgiu a partir do plano de 50 anos, que busca envolver uma parceria para podermos mostrar que o produto da floresta, como a castanha, tem valor potencial”, destacou Naraikoe.
Veja aqui, na íntegra, a matéria que saiu no G1 sobre a oficina.
