O renomado designer Hugo França esteve na Cooperativa Mista Flona Tapajós (Coomflona) esta semana para conhecer o manejo e os móveis que os comunitários já produzem.

A visita é parte de uma iniciativa do FSC® Brasil para estimular o mercado de produtos de madeira nativa certificada e de origem comunitária. Atualmente, há uma percepção de que não se deve comprar produtos de madeira nativa, porque isso estimularia o desmatamento. Mas, na realidade, devemos consumi-los para valorizar a floresta em pé. O importante é se preocupar com a origem.

O selo FSC proporciona ao consumidor maior segurança de que aquele produto é oriundo de um manejo que visa perpetuar a floresta para outras gerações, com benefícios ambientais e sociais para todos. A rastreabilidade da madeira é uma arma poderosa no combate ao desmatamento e, ainda mais, na promoção do desenvolvimento sustentável.

Reconhecido internacionalmente, Hugo França transforma resíduos florestais em arte. Suas peças nascem de um diálogo criativo com a matéria-prima e despertam a consciência ambiental. “Fiquei impressionado, porque não achava que existia no Brasil uma consideração tão grande com a floresta como a que eu vi na Coomflona”, diz França. “Foi a primeira vez que eu vi uma mata ser utilizada com respeito”, completa.

A Coomflona é uma comunidade que maneja responsavelmente a Flona do Tapajós, no Pará, e colabora de forma significativa para o aumento da renda e da qualidade de vida dos comunitários. Recentemente, eles abriram uma movelaria e estão com um projeto para a realização de treinamentos por designers de referência. “Esperamos, em breve, produzir móveis certificados FSC e assinado por esses grandes”, diz Ângelo Chaves, engenheiro ambiental da Coomflona.