O FSC Internacional, representado por Hans Joachim Droste e Pasi Miettinen da Unidade de Política e Padrões (PSU), participou de evento onde as empresas florestais que integram o PCCF do IPEF e a câmara econômica do FSC mostraram o estado da arte no controle das principais pragas florestais no Brasil. O foco foi no controle de formigas cortadeiras, que se não controladas, afetam a produtividade florestal no país. Dentre os quase 30 participantes brasileiros, também estiveram presentes representantes de empresas florestais do Uruguai, Chile e Argentina, além de Fabíola Zerbini e Fernanda Rodrigues do FSC Brasil.

O primeiro dia do encontro aconteceu na Universidade de São Paulo - USP, no Campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Esalq. O dia começou com apresentação do Diretor da Esalq, Prof. José Vicente Caixeta Filho dando as boas-vindas aos participantes e mostrando a história da pesquisa na área florestal. As apresentações seguintes incluíram discursos dos professores Luiz Barrichelo, Diretor Executivo do IPEF, do Prof. José Luiz Stape, da Universidade Estadual da Carolina do Norte - NCSU, bem como do Prof. Carlos Frederico Wilcken, da Universidade Estadual Paulista – UNESP. O Prof. Wilcken também é membro do painel de especialistas que analisou o documento FSC-GUI-30-001, que orienta a implementação da política de pesticidas do FSC.

Para dar um breve panorama do setor florestal brasileiro e o papel do IPEF, o evento contou com a apresentação do Sr. Armando Santiago, Coordenador do Conselho de Administração Florestal da Associação Brasileira de Celulose e Papel - Bracelpa. A discussão incluiu a importância da pesquisa para as melhores práticas de silvicultura no controle de pragas e para a manutenção das taxas de crescimento.

A moção 23 da Assembleia Geral do FSC de 2011 foi um ponto levantado pelos participantes, onde se discutiram as possibilidades para o desenvolvimento da Avaliação de Risco Ambiental e a delegação do processo de derrogação para os escritórios nacionais do FSC.

O segundo dia incluiu uma viagem de campo para Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga, onde empresas certificadas mostraram os principais métodos utilizados para o controle de formigas cortadeiras e de matocompetição.

O FSC agradeceu à organização pelo convite e pela oportunidade de falar sobre a política de pesticidas, reforçando a importância da participação na segunda fase de consulta a ser iniciada. Achim Dorste destacou a importância do processo com equilíbrio de câmaras em todas as ações do FSC, tanto em nível nacional quanto regional ou internacional. Pasi Miettinen elogiou a iniciativa e parabenizou os membros do PCCF por seus esforços colaborativos para a certificação florestal e na redução de impactos negativos das operações por meio de parceria acadêmica. O FSC reforçou a importância da troca de experiências e de uma boa comunicação e transparência em todo o sistema. Os próximos passos sobre esse tema incluem o lançamento da consulta pública sobre Indicadores e Limiares (I & T), a implementação da Moção 23 e o planejamento de futuras ações regionais para incluir países onde ainda não há Escritórios Nacionais do FSC.