As empresas que quiserem se abastecer de produtos como óleos, castanhas e essências nativas da Amazônia terão que dialogar em novas bases com as comunidades extrativistas, quilombolas e de pequenos agricultores da região. Com séculos de conhecimento acumulado sobre como extrair essas valiosas matérias primas de modo que não degradem a floresta, as comunidades fornecedoras de matérias primas ingressaram em uma nova era nas relações com a indústria. 

Apoiadas por organizações não governamentais, as comunidades tradicionais que sobrevivem do uso sustentável da biodiversidade amazônica acabam de estabelecer uma linha de base para o comércio de produtos não madeireiros. O Protocolo Comunitário base para relações comerciais foi apresentado no dia 04 de dezembro, em Alter do Chão, no Pará, durante o seminário Diálogos sobre Agroecologia e Mercado Ético na Amazônia. 

O evento reuniu empresas, comunidades, especialistas e governos para avaliar os resultados e discutir os novos passos do projeto Florestas de Valor, uma iniciativa do Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola que tem como objetivo conservar a floresta amazônica por meio do fortalecimento de cadeias sustentáveis de produtos não madeireiros e a disseminação da agroecologia.

O projeto Florestas de Valor é realizado em três territórios de comunidades tradicionais e agricultores familiares no interior do Pará: Calha Norte do Rio Amazonas, São Félix do Xingu e Terra do Meio. Em cada uma das regiões, o projeto ajuda a estabelecer caminhos para uma nova economia que tem na floresta em pé e nos modos de vida tradicionais o seu principal valor. O projeto conta com patrocínio da Petrobras, como parte do Programa Petrobras Socioambiental e financiamento do Fundo Vale, do BNDES / Fundo Amazônia e Fundação Moore.

Saiba mais sobre esse projeto no blog do Imaflora.