O comprometimento do setor brasileiro de árvores plantadas com as questões socioambientais é notável, estendendo-se desde o cultivo, com técnicas de plantio e colheita que respeitam e conservam o solo, a biodiversidade e os recursos hídricos, até a produção industrial, com o desenvolvimento de pesquisas e tecnologia que permitem a eficiência energética e menor uso de água, por exemplo.
Em meio a todo esse esforço, é sólido o compromisso das empresas brasileiras com as certificações, uma das ferramentas para mostrar a rastreabilidade e a gestão da cadeia produtiva de modo a assegurar aspectos ambientais e sociais.
Para se ter ideia, dos 7,8 milhões de hectares de árvores plantadas para nas industriais no ano passado, 63% eram certificados por organizações independentes, como o Forest Stewardship Council® (FSC®) e o Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes (PEFC) – representado no Brasil pelo Programa Nacional de Certi.cação Florestal (Cerflor) –, sendo grande parte dessa área certificada conjuntamente pelos dois programas.
Ao certificar processos e produtos, uma empresa aumenta sua credibilidade, reduz riscos ao apresentar garantias quanto à origem de seu produto e garante acesso a mercados ao demonstrar a adoção do manejo florestal adequado e de operações industriais responsáveis. Para receber o selo, o fabricante de produtos de base florestal (seja de árvores plantadas ou nativas, madeireiros ou não madeireiros) passa por um processo de avaliação e auditoria independente e externa.
Obedece a uma série de princípios e critérios padronizados internacionalmente que abrangem desde os métodos de cultivo de muda, plantio e colheita, até a produção industrial, envolvendo análises de impacto ambiental, relacionamento com as comunidades do entorno, segurança e saúde dos trabalhadores e conformidade com as legislações municipal, estadual e federal.
Assim, as certificações são intrínsecas à estratégia operacional das companhias e estão inseridas em toda a cadeia produtiva. Isso incentiva o setor a buscar a melhoria contínua dos processos produtivos, eficiência nas atividades florestais/industriais e redução de perdas e de impactos ambientais.
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