Com a proposta de popularizar a Ciência e estimular a reflexão de crianças e adolescentes para as questões socioambientais, a bióloga brasiliense Nurit Bensusan aposta em um novo livro infanto-juvenil que trata dos biomas brasileiros. A obra Dividir Para Quê? - Biomas do Brasil, da editora Mil Folhas, foi lançada no dia 11 deste mês, às vésperas do Dia das Crianças, em Brasília.
Além das informações específicas sobre a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica, o Pantanal e o Pampa, a obra, voltada para o público de 10 a 14 anos, traz, em suas 56 páginas, curiosidades históricas e culturais, como a origem do nome dos biomas, a influência destes na cultura da região e até mesmo os dinossauros que já passaram por cada um desses lugares.
Com um texto leve e descontraído, apoiado por ilustrações divertidas e um projeto gráfico diferenciado assinado pelo coletivo de designers Grande Circular, a proposta do livro é ligar elementos culturais com as questões ambientais, como a necessidade da conservação. Dividir Para Quê? - Biomas do Brasil também destaca o grau de desmatamento de cada uma dessas áreas e propõe a reflexão da importância dessa classificação para a gestão sociopolítica, a conservação e, respectivamente, manutenção da vida. Para Nurit Bensusan, que também é engenheira florestal e especialista em História e Filosofia da Ciência, toda classificação é arbitrária, mas necessária do ponto de vista estratégico de gestão e atuação.
“Os espaços protegidos nunca foram suficientes para proteger de fato a natureza porque eles não têm dimensão suficiente para comportar os processos naturais. Mas eles ajudam, como parte de uma estratégia de conservação da natureza, eles são fundamentais, mas agora eles estão completamente em ‘xeque’”, avalia a bióloga.“Mas isso tem relação com a maneira como a gente vê a natureza: não a vemos como uma oportunidade, mas como uma maldição da qual precisamos nos livrar como se tivéssemos que ultrapassar essa natureza para chegar ao desenvolvimento, como se a possibilidade de ter um país mais justo e desenvolvido, no sentido mais humano da palavra, não fosse possível junto com a conservação. Como se tivéssemos que escolher uma coisa ou outra coisa”, critica.
A Mil Folhas é uma editora ligada ao Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), cujo objetivo é tornar público e disponível para toda a sociedade o conhecimento gerado e acumulado pelas diversas instituições que se dedicam às questões socioambientais. Com esse livro, a Mil Follhas inaugura seu selo infanto-juvenil, o Mil Folhas e Três Joaninhas, destinado a contribuir com a formação de crianças e adolescentes, estimular sua reflexão e capturar seus corações e mentes para as questões socioambientais.
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O livro está à venda aqui.
