Por G1 AP, Macapá

Após receber certificação internacional de manejo florestal de açaí e ganhar um entreposto comercial em Macapá, a Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique (ACTB) quer expandir a atuação no mercado. Dessa vez, também certificando a produção do fruto, e, em até três anos, instalando uma fábrica agroindustrial no Amapá.

A proposta da cooperativa é exportar açaí certificado para o restante do país e para o mundo, desde a polpa até os subprodutos inéditos oriundos do caroço do fruto.

"Temos uma estufa artesanal para a secagem do caroço, vamos armazenar num local e, depois que estiver seco, torrar e fazer outros produtos que ainda não podemos falar a respeito", adiantou Geová Alves, presidente da ACTB.

Essas produtos inéditos são, na verdade, soluções para um antigo problema na produção de açaí: a destinação dos caroços do fruto. Para alguns comerciantes, esse material vira adubo, mas para a maioria, é apenas acúmulo de lixo.

A cooperativa recebeu, em dezembro de 2016, do Conselho de Manejo Florestal (FSC® - Forest Stewardship Council®), o certificado de manejo da floresta que incentiva a regularização fundiária, a segurança do trabalhador com uso de proteção individual e garante a atuação florestal.

O selo foi concedido porque o açaí do Bailique corresponde às características exigidas pelo Conselho de Manejo Florestal, atendendo aos padrões do FSC, com benefícios sociais e viabilidade econômica. Este é o selo mais conhecido do mundo no segmento.