A “Declaração de Florestas de Nova York”, como foi chamado o documento, foi assinado por 28 países membros da ONU e por mais de 120 empresas, grupos indígenas e organizações da sociedade civil. A declaração prevê reduzir pela metade o desmatamento até 2020 e zerá-lo até 2030.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou à agência Associated Press que o país não foi “convidado a se engajar no processo de preparação” do acordo em questão. Em discurso no evento, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o desmatamento foi reduzido em 79%, nos últimos 10 anos e que “as reduções voluntárias do Brasil contribuem de maneira significativa para a diminuição das emissões globais no horizonte de 2020. O Brasil, portanto, não anuncia promessas, mostra resultados”, acrescentou.
Apesar da afirmação, o desmatamento aumentou 29% na Amazônia, em 2013, e dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam tendência de crescimento também para este ano.
Confira a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff.
Leia artigo de Márcio Santilli, coordenador do Instituto Socioambiental, analisando o que significa para o Brasil estar fora do acordo firmado em Nova York.
Fonte da notícia: Mídia e Desmatamento na Amazônia.
