Por Painel Florestal
Após a conclusão da ferrovia São Paulo–Rio Grande, em 1910, deu-se inicio ao ciclo de exploração das florestas da região, entre elas da Mata de Araucária, que possuía madeira bem aceita no mercado internacional. Essa exploração transformou a paisagem natural para terras com agricultura e pecuária. Com a intenção de evitar a extinção, a partir da década de 1970, leis e regulamentos federais e estaduais tornaram a Araucária uma espécie extremamente protegida.
O IFFSC (Inventário Florestal Florístico de Santa Catarina) indicou que a Floresta de Araucária originalmente cobria 43 mil km², e que em 2013 seus remanescentes compreendiam apenas 24% deste total, ou mais de 10 mil km². O Estado detém o maior percentual protegido com a espécie.
Um levantamento feito pela empresa de consultoria e projetos, STPC - empresa associada à Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) - explica que: "em função da restrição ao corte, embora se trate de recurso florestal renovável, o principal uso atual da Araucária é a produção não madeireira de pinhão." A pesquisa leva em conta os números divulgados pelo IBGE (2017), que indicam o crescimento de 55% na produção de pinhão em Santa Catarina entre 2005-2015, alcançando 3,2 mil toneladas, ou 38% da produção brasileira. "Tal produção gerou renda de mais de R$ 8,7 milhões a população catarinense na forma de extrativismo."
Somando áreas de duas associadas chega-se a 90 mil hectares de florestas nativas dentro do domínio original das Florestas de Araucária, preservadas na forma de Reserva Legal e de Área de Preservação Permanente.
Para saber mais, clique aqui.
