O resultado é uma perda de 4.848 hectares em 2014, contra 5.891 em 2013 (menos 18%). Trata-se ainda do resultado preliminar. Segundo o INPE, o número consolidado pode ser 10% maior ou menor do que o divulgado hoje.
A área desmatada anual, na Amazônia, caiu 83% ao longo de 8 anos seguidos, de 2004 a 2012, vitória festejada no mundo como proeza brasileira. Houve o repique de 28% em 2013. E o resultado de 2014 ainda nos deixa em um patamar 6% acima da área desmatada em 2012. Ou seja, a mudança é boa quando comparada a base do ano passado, mas não garante que retornamos a uma trajetória de queda.
A surpresa com a queda ocorre porque os dois sistemas mensais de alerta de desmatamento apontavam estabilidade ou aumento. O sistema SAD, da ONG Imazon, apontava um aumento de 2% para o mesmo período; e o Deter, sistema de alerta do próprio INPE, indicava um aumento de 9,8%. Ambos são menos precisos do que o número anual, mas costumam apontar na mesma direção. Então, era de se esperar que o PRODES viesse na mesma linha.
Confira o texto e gráficos na íntegra no portal O Eco.
