João Camarero

Um músico e o amor pelo seu instrumento. Antes de a música acontecer, existe uma arte que a torna possível. João Camarero, influente violonista brasileiro, mostra a jornada de seu violão produzido por artesãos de Manaus, com madeiras certificadas da Amazônia.

João Abre
joaotocando

A Floresta Que Me Habita - A Natureza Que Toca

O que vem da natureza não morre. Um violão vive, se transforma, seu som muda conforme o tempo passa. A marca deixada por cada músico que já tocou nessa madeira me lembra que cada som que eu tiro de suas cordas fica reverberando no infinito do universo. 

Artesão

Do artesão ao Músico

Renato Montalvão, o Mestre Renato, foi aluno da primeira turma da OELA - Oficina Escola de Lutheria da Amazônia. Ele lembra com carinho de seu grande professor, Rubens Gomes, ou Rubão, fundador desta entidade sem fins lucrativos.

A OELA nasceu da vontade de Rubão dar uma condição de vida melhor aos jovens da comunidade do bairro Zumbi dos Palmares, em Manaus. Hoje, 18 anos depois dessa primeiro turma, é Renato o responsável por ministrar o Curso Básico de Lutheria  com o uso de madeiras amazônicas manejadas e certificadas pelo FSC.

Renato conta que foi Rubão quem primeiro identificou as melhores madeiras da floresta amazônica para a lutheria: "antes de alguém fazer qualquer estudo mais aprofundado, o Rubãosabia qual madeira tinha o melhor timbre só por sentido mesmo. Ele ia, colocava o ouvido e batia, e a fibração delaconversava com ele".

Madeiras da Amazônia

FSC Brasil na Amazônia

Recentemente, um relatório do Banco Mundial indicou que a preservação do bioma Amazônico pode gerar US$ 317 bilhões por ano. Como bem público, o valor com os serviços ecossistêmicos é estimado em US$ 20 bilhões anuais para a América do Sul. E os valores de “uso privado sustentável”, como, por exemplo, a exploração de produtos não madeireiros – onde fica mais clara a importância da biodiversidade – ou o turismo sustentável, são estimados em US$ 12 bilhões anuais.

Para tirar o máximo proveito disso, é preciso fortalecer um sistema onde as pessoas, as empresas e os governos valorizam as florestas não apenas pelo seu potencial comercial, mas também por esses benefícios intangíveis, como é a biodiverisade.  

O selo FSC, portanto, funciona como um vínculo poderoso entre a produção e o consumo responsáveis de produtos florestais, permitindo que todos esses interessados façam escolhas conscientes de consumo para restaurar, melhorar e proteger essa riqueza que se encontra sob as copas das árvore.