Conheça os condutores da Tocha Olímpica indicados pelo FSC®, assistindo aos nossos vídeos e lendo a descrição de cada um deles abaixo.

O sentimento de honra dos Jogos da Grécia Antiga permanece até hoje, não mais ligado às divindades, mas ao esporte. Como escolher quem conduzir a tocha olímpica, levando uma mensagem de paz entre os povos e as pessoas?


Mário Mantovani:

Ambientalista desde os anos 70 na luta em defesa da Juréia e especialista em bacias hidrográficas, Mário Mantovani é diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica; ONG criada em 1986, que atua na conservação das florestas mais ameaçada do país e dos ambientes costeiros e marinhos associados, em busca do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida humana. Tem como meta promover a defesa da biodiversidade por meio de ações de educação e conhecimento acerca da Mata Atlântica e dos ecossistemas que estão sob sua influência.

Também idealizou a ANAMA - Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, as Associações de Reposição Florestal, e criou os Consórcios Intermunicipais de Meio Ambiente e Bacias Hidrográficas.

Mário é um grande conhecedor e defensor das causas ambientais. Coordena a Frente Parlamentar Ambientalista e participa de inúmeros Conselhos de Organizações Não Governamentais, entre elas o FSC® Brasil, Fundação Amazônia Sustentável, SOS-Pantanal, Instituto Nossa Ilhéus.

José Rubens Pereira Gomes:

Rubens Gomes nasceu em Amapá no dia 29 de julho de 1959. Há dezoito anos atrás, inconformado com a situação de violência juvenil nas periferias de Manaus, cidade onde reside, decidiu trabalhar e morar no bairro Zumbi dos Palmares II, onde criou uma alternativa positiva para tirar parte destes jovens das ruas, com a criação da Oficina Escola de Lutheria do Amazonas (OELA), instituição que ensina como usar, de maneira responsável, os recursos naturais para inclusão social.

Por meio do curso de lutheria, jovens de baixa renda aprendem a fabricar instrumentos de corda com madeira certificada da Amazônia. Essa iniciativa não só ajudou a tirar crianças, adolescentes e jovens das ruas, como tem estimulado ex-alunos a seguir a profissão ou a se tornar multiplicadores da ideia em outras cidades.

Rubens é um militante dos direitos dos povos e comunidades tradicionais, e sua história de vida e luta se destacam no cenário socioambiental.

Nhakêt Mekragnotire:

Nhokety Kayapó nasceu na Aldeia Mekrangnonti, localizada no município de Altamira – Pará. Atualmente lidera 1400 índios e reside na aldeia Kubenkare, que habita o maior número de índios Kayapós do grupo Mekrangnontire.

Desde a infância, foi preparado pelos avós para ser um bom cacique (menbennhadjuara), de caráter respeitoso, com habilidade para manter seu povo sempre unido. Na adolescência, realizou a primeira experiência de transferir o grupo para outra localidade, junto com lideranças mais antigas.

Naquela época, as lutas e preocupações eram com comida. É costume do povo Kayapó, abandonar uma localidade quando há escassez de comida e mudar para um local que tenha mais fartura. Foi aí que criaram a aldeia Kubenkakre, como a nova aldeia dos Kayapó Mekrangnoti.

Hoje a luta continua, mas principalmente pela defesa e preservação dos territórios florestais, que estão cada dia mais ameaçados.

Miriam Prochnow:

A catarinense Miriam Prochnow é uma ambientalista em tempo integral, trabalhando para proteger a natureza e a biodiversidade. Ajudou a criar a Associação de Preservação do Meio Ambiente (Apremavi), onde coordenou projetos de educação ambiental e planejamento de paisagens.

Foi coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica, participando da discussão e aprovação da Lei da Mata Atlântica e da luta pela criação de unidades de conservação.

É secretária executiva do Diálogo Florestal, iniciativa que promove ações de proteção e uso sustentável do meio ambiente. Trabalha no combate às mudanças climáticas, um tema onde todos devem arregaçar as mangas se a humanidade quiser continuar vivendo neste Planeta.

Eduardo Guadagnin:

Eduardo Guadagnin, 61 anos, casado e pai de três filhas, nasceu na cidade de Putinga-RS, no dia 02 de dezembro de 1954. Filho de agricultores, começou desde muito cedo a trabalhar com erva-mate. A consciência ambiental de Eduardo e o cuidado com a saúde de sua família, de seus funcionários e dos consumidores da erva-mate que produz, o levaram a ser o primeiro agricultor no mundo a obter a certificação internacional para produtos florestais não madeireiros da Mata Atlântica.

A erva-mate que sai da Ervateira Putinguense, seja como chimarrão ou em forma de folhas secas para a produção de cosméticos, é uma conquista de Eduardo. Na comunidade onde vive, ele deixa o exemplo que é possível produzir de forma natural, beneficiando a saúde de quem produz e de quem consome.

“Cuidar dos recursos naturais não significa pensar somente em nós, mas principalmente pensar em nossos filhos, netos e no futuro do nosso planeta”, diz ele.

Raimundo Mendes de Barros:

Raimundo Mendes de Barros, mais conhecido como "Raimundão", é atualmente um dos mais importantes líderes vivos do movimento de defesa das florestas do Acre, e um grande exemplo de morador da floresta, que usufrui de seus recursos sem destruí-la.

“É daqui que tiramos os alimentos e a renda para nossa sobrevivência. Fazemos questão de utilizar os recursos que a natureza nos proporciona de forma sustentável, e assim contribuir para a sua conservação”, afirma.

Iniciou sua atuação junto com seu primo Chico Mendes, e desde o início da resistência dos seringueiros, foi seu braço direito. Aos 72 anos, tem um impressionante vigor para atuar nos movimentos sociais e sindicais em defesa das populações tradicionais da Amazônia.

Sua luta por atividades alternativas de renda, que possam frear o aumento da pecuária e do desmatamento dentro e fora da RESEX, continua.

Arimar Feitosa Rodrigues

Arimar é uma liderança histórica com atuação em defesa das comunidades ribeirinhas na região oeste do Pará, já participou de vários eventos pelo Brasil e até fora do Brasil.

Gosta de trabalhar na roça e na articulação junto aos movimentos sociais, seu sonho e ver a floresta sendo manejada de forma responsável gerando benefícios sociais, econômicos e ambientais e que fique sempre conservada.

Participa do GDA – Grupo de Defesa da Amazônia, defende o Rio Tapajós como sendo um bem das populações que habitam as sua margens e, é radicalmente contra o desmatamento ilegal da Amazônia.


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