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Thursday, 10 May 2018
Instituto Terroá e Imaflora aplicam tecnologia social inovadora para avaliar maturidade da cadeia do açaí

Escala de Maturidade para Cadeias da Sociobiodiversidade (© Instituto Terroá)© Instituto Terroá

As comunidades do Arquipélago do Bailique (AP) fizeram, pela primeira vez, uma avaliação completa de toda a cadeia do açaí, principal produto que tem sido trabalhado pelos moradores da região


No dia 22 de abril, o Instituto Terroá e o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) aplicaram junto a comunidades do Bailique a tecnologia social denominada “Escala de Maturidade para Cadeias da Sociobiodiversidade”.

O objetivo dessa ferramenta é auxiliar empreendimentos comunitários a estruturarem o seu crescimento, por meio de uma autoavaliação sobre o seu nível de maturidade e do planejamento de ações prioritárias para o futuro.

A aplicação da Escala de Maturidade reuniu 30 participantes que puderam dialogar profundamente sobre temas cruciais para o funcionamento da cadeia do açaí, tais como: organização social e gestão territorial, manejo e conservação florestal, organização da produção, logística e transporte, industrialização, comercialização, legislação aplicável e inovação.

O método utilizado é altamente participativo, com estímulos constantes para que os envolvidos dinamizem o ambiente e as discussões. O objetivo é que os participantes sintam-se livres e confortáveis para emitir suas opiniões e, assim, possam acordar, de forma coletiva, os resultados e as ações futuras para cada um dos temas trabalhados.

Os resultados mostraram que a maturidade da cadeia do açaí no Bailique, protagonizada pela cooperativa AmazonBai, encontra-se na faixa “Sustentável”, atingindo 68% de maturidade total – um excelente resultado. O desempenho atingido revela, por exemplo, altos índices de maturidade em áreas como “Organização social” e “Manejo florestal”.

"Acredita-se que o alto nível de maturidade encontrado tenha sido catalisado por duas importantes ferramentas presentes no território: o Protocolo Comunitário do Bailique e a Certificação FSC®. Esta última, no caso, tem um papel fundamental na garantia de origem dos produtos das florestas e, consequentemente, tem ajudado a estruturar negócios comunitários. É uma tecnologia importante que combina a conservação dos recursos naturais, o fortalecimento das comunidades tradicionais e a gestão territorial" disse Luís Fernando Iozzi, idealizador da "Escala de Maturidade para Cadeias da Sociobiodiversidade" e Diretor de Projetos do Instituto Terroá.

Para saber mais detalhes, leia a matéria na íntegra.


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