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Monday, 17 April 2017
Projeto visa gerar renda a pequenos cafeicultores no Amazonas

idesam (© Idesam)© Idesam

Em Apuí, trabalho desenvolvido em conjunto com ONG garante a venda de toda a produção com marca própria. Meta é obter certificação orgânica


Revista Globo Rural

Pequenos agricultores do município de Apuí, distante pouco mais de 400 km ao sul de Manaus (AM), estão investindo na cafeicultura para a geração de renda. Por meio de uma parceria com uma organização não-governamental, vem sendo desenvolvido e comercializado um café 100% conilon produzido na Amazônia em um sistema agroflorestal, baseado em princípios de manejo sustentável e de integração com a natureza.

“Nossa ideia é combater o desmatamento na Amazônia dando uma opção de desenvolvimento econômico. Sem isso, apenas tapamos o sol com a peneira”, defende Mariano Cenamo, pesquisador sênior do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), instituição que atua na região amazônica desde 2006 e é parceira dos cafeicultores.

O projeto, chamado de Café em Agrofloresta, começou em 2012. De certa forma, é um resgate da cafeicultura na região, onde, nas palavras do pesquisador, há um “vazio institucional” de apoio à agropecuária. Situado às margens da rodovia Transamazônica (BR-230), Apuí foi constituído na década de 1980, emancipado de Novo Aripunã. A população atual do município, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de pouco mais de 21 mil pessoas.

A fundação da cidade está ligada à política federal de formar assentamentos rurais para a ocupar a região amazônica. O Projeto de Assentamento Rural do Rio Juma, onde Apuí está localizado, foi criado para instalar 7,5 mil famílias em uma área de cerca de 680 mil hectares. “De início, o governo tentou usar o café, o cacau e a pimenta do reino. Mas o café se adaptou melhor”, conta Cenamo, do Idesam.

Na década de 1990, entretanto, dificuldades levaram a um enfraquecimento da cafeicultura na região e sua substituição pela pecuária. “Os cafezais duraram um ciclo de 10, 12, 15 anos. Depois foram trocados por pastos”, acrescenta ele.

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