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Tuesday, 06 October 2020
Projeto “Novas abordagens para auditoria em pequenos produtores e empreendimentos comunitários” prevê aumentar o acesso ao sistema FSC®

new slimf

O projeto, que teve seu início em 2020, tem como objetivo a elaboração de propostas que possibilitem uma nova abordagem de verificação e avaliação durante as auditorias FSC em pequenos produtores e empreendimentos comunitários.


Entre os principais objetivos, além de manter aqueles que já fazem parte do sistema, é motivar outros pequenos e comunitários a optarem pela certificação como solução de diferenciação e salvaguardas socioambientais para seus produtos.

Todas as etapas do projeto foram realizadas de forma participativa, com entrevistas e workshops, e reuniram percepções de diversos atores chave. A partir do material coletado, foram idealizadas seis propostas que incluem a possibilidade de utilizar evidências indiretas e dados empíricos no monitoramento e na avaliação dos impactos do manejo; aceitar automaticamente como conformidade as deliberações e argumentos técnicos exigidos pela legislação e cumpridos; a inclusão de auditores comunitários; auditorias à distância; a apresentação de evidências objetivas de forma oral ou auto declaratória; e o desenvolvimento de uma análise de risco que elenque quais princípios e indicadores devem ser cumpridos na primeira auditoria e quais podem ser aprimorados e avaliados posteriormente, conforme a estruturação dos empreendimentos.

As propostas visam tornar o FSC, que é o sistema de certificação florestal mais reconhecido no mundo, culturalmente mais acessível e apropriado, permitindo o engajamento do pequeno produtor em todo o processo. Há ainda a otimização de recursos, custos e tempo, o que possibilitará o aumento no número de interessados no sistema de certificação e, consequentemente, o incremento das áreas certificadas.

Segundo o Cadastro Ambiental Rural (CAR), dos 5,2 milhões de imóveis rurais, cerca de 3,5 milhões são pequenas propriedades. E, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), as comunidades tradicionais somam aproximadamente 5 milhões de brasileiros e ocupam ¼ do território nacional. Esses números confirmam a importância de se atestar as boas práticas já adotas por esses proprietários, comunitários e povos indígenas, estimulando a melhoria e o aprendizado contínuo, além do desenvolvimento socioeconômico dessas regiões.

Para o próximo ano está prevista a execução de um projeto piloto para que as propostas sejam testadas em campo, em um empreendimento comunitário localizado na Amazônia. Ainda estão previstos um webinar, com atualizações do projeto, bem como um workshop de encerramento.


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