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Monday, 02 July 2018
Descobertos em reserva de proteção da Bahia ninhos de harpia, ave rara em risco de extinção

harpia (© Divulgação: Conexão Planeta)© Divulgação: Conexão Planeta

A harpia (Harpia harpyja), também conhecida como gavião real, é a maior ave de rapina do Brasil. Pode pesar até cinco quilos e suas longas asas listradas – em tons de cinza e branco -, medem de uma ponta à outra dois metros.


Fonte: Conexao Planeta
Por Suzana Camargo

A espécie vive em florestas tropicais entre o sul do México e o norte da Argentina, e na Amazônia. No passado era comum encontrá-la na Mata Atlântica, mas infelizmente, foi dizimada pelo ser humano, seu único predador.

Animal do topo da cadeia alimentar, a harpia tem em sua dieta cobras, tatus, bichos-preguiça, filhotes de veado, araras-azuis, seriemas, macacos-prego e até, cachorros-do-mato. A força da ave é tão grande, que é capaz de levar suas caças até o topo das árvores para se alimentar. Por isso mesmo, sua presença na floresta é tão importante, pois ela controla naturalmente a população de outros animais, mantendo o equilíbrio da vida selvagem.

Por estar ameaçada de extinção, na semana passada, biólogos do Projeto Harpia na Mata Atlântica comemoram a descoberta de seis aves da espécie na Reserva Particular de Patrimônio Natural Estação Veracel, em Porto Seguro, no sul da Bahia.

Foram encontrados dois ninhos, em cada um havia um casal e um filhote. “A descoberta desses ninhos tem um enorme significado porque é o resultado de todo um trabalho de preservação feito ao longo de quase 20 anos”, afirma Virginia Camargos, bióloga especialista em Meio Ambiente da Veracel.

Segundo a pesquisadora, o sucesso reprodutivo da ave em vida silvestre demonstra que as ações de proteção do bioma têm sido bastante eficazes. “Esse achado evidencia que o trabalho de conservação da Mata Atlântica na área de nossa atuação, inclusive com processos de restauração florestais, propiciam a criação de corredores ecológicos e a viabilização de fluxo de animais entre os fragmentos que antes estavam isolados”, diz a especialista.

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