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Thursday, 28 June 2018
Quer entender melhor como funciona a governança do FSC®?

artigo Maurem

Confira o artigo escrito pela presidente do FSC Brasil, Maurem Kayna Lima Alves, para a Revista Embanews.


As florestas precisam de você

O FSC é reconhecido no mundo inteiro por ser o único sistema de certificação florestal que, além de levar em consideração aspectos sociais, ambientais e econômicos na avaliação do manejo das florestas nativas e das plantações florestais, tem uma estrutura de tomada de decisões baseada na participação equilibrada de seus membros.

Os membros se dividem, de acordo com seus interesses prioritários, entre as Câmaras Ambiental, Econômica e Social e conformam uma associação civil que discute e estabelece padrões de certificação, políticas internas e estratégias para manutenção das florestas do mundo todo. Eles podem ser organizações – organizações ambientais e sociais, fabricantes de produtos de base florestal – ou indivíduos – consultores, professores, pesquisadores, estudantes e ativistas.

As decisões no FSC são construídas através de negociações, acordos e consensos entre os membros destas três câmaras. A estrutura de votação é equilibrada, garantindo que todas as vozes sejam ouvidas – há inclusive um balanço de votos para que câmaras com menor número de membros não tenham menor peso nas decisões.

No nível global, a autoridade máxima da organização é a própria assembleia geral de membros, que elege um Conselho Diretor com representantes de todas as câmaras e oriundos de diferentes regiões. Para executar as estratégias e implementar as políticas da organização, existe uma equipe técnica sob a gestão do Diretor Geral, sediado em Bonn, na Alemanha. No Brasil temos uma estrutura idêntica, com um Conselho Diretor local e uma equipe técnica baseada em São Paulo, sob a coordenação de uma Direção Executiva.

A assembleia geral internacional de membros se reúne a cada três anos e os membros brasileiros se reúnem anualmente para discutir os desafios e as soluções do manejo florestal responsável e o futuro da organização.

Nas Assembleias Gerais Internacionais, os membros submetem propostas de melhorias ou alterações no sistema meses antes do evento, de modo que amplas discussões antecedam a tomada de decisões, que se dá através de votações. A primeira assembleia geral ocorreu em 1996 em Oaxaca, no México, e a mais recente, no ano passado, em Vancouver, no Canadá. Em 2017, foram quase 800 participantes de 80 países e a delegação brasileira, composta por 46 membros e 6 observadores, foi a segunda maior.

A grande vantagem desse modelo de governança é a possibilidade de encontrar o equilíbrio das diferentes visões e necessidades. Na prática, ser um membro significa participar e votar nas Assembleias da organização, apresentar propostas, fazer parte de comitês e grupos de trabalho que definem padrões e políticas, ter participação política no sistema FSC como um todo e concorrer aos cargos diretivos. Além disso, a participação ativa também fortalece seu networking no setor florestal e, claro, é um caminho para contribuir com o manejo florestal responsável, um caminho seguro para a manutenção das florestas e de seus benefícios ambientais e sociais.

Atualmente contamos com quase 200 milhões de hectares certificados de acordo com o padrão de manejo florestal do FSC e 33 mil certificados de cadeia de custódia em todo o mundo e um dos desafios da organização é ampliar o conhecimento do consumidor final e da sociedade em geral sobre o significado da certificação e sobre essa estrutura de governança que está por trás do selo nos produtos. Uma das estratégias que temos para avançar nessa meta é estimular pessoas e organizações a contribuir para o manejo responsável das florestas do mundo e tornarem-se membros, então, fica o convite para que participe deste grande esforço participativo para que possamos assegurar florestas para todos, para sempre!

Maurem Kayna Lima Alves, Presidente do FSC Brasil
Coordenadora Ambiental na área florestal da CMPC Celulose Riograndense, atuando ativamente na governança nacional e internacional do FSC desde 2010.

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