O estudo é repleto de indicadores positivos, que apontam o potencial de crescimento do mercado para a madeira amazônica certificada no País. A expectativa de aumento no consumo para os próximos 3 anos é de 67%: “Isso é explicado pela vontade de acessar novos mercados, resposta de 50% dos entrevistados. A segunda razão, citada por 35%, é a preocupação com a imagem da empresa”, diz Patrícia. O crescimento de concessões florestais para particulares e obras como a construção de estádios para os eventos esportivos previstos para o próximo biênio também são citados por ela.
Expansão
Entre as empresas que acreditam no potencial de mercado do selo FSC e pretendem buscar a certificação florestal está a Batisflor Florestal. É a única empresa no Brasil licenciada para a exploração do mogno. São 190 mil hectares de floresta, em três municípios: Boca do Acre e Piauini, no Sul do Amazonas e Manoel Urbano, no Acre. Pronto para iniciar a derrubada do segundo lote da espécie, que deve render cerca de 40 mil m3 de madeira, Luis Rogério Oliveira, engenheiro florestal da Bastisflor, explica que a certificação FSC se insere em uma estratégia empresarial para ampliação de mercados. “também queremos dar ao nosso consumidor a garantia de que a madeira que ele compra respeita o meio ambiente, o trabalhador e tem uma origem legal”, diz ele.
Comunitários
O reconhecimento do diferencial do produto comunitário pelo mercado é a aposta da Comflona, a Cooperativa Mista da Floresta Nacional do Tapajós, que está buscando a certificação. A Comflona reúne 135 associados, que trabalham com a extração da madeira, dos óleos de andiroba, copaíba, látex , com a coleta do piquiá e do sacaca, comercializados in natura.
Kolbe Soares, engenheiro florestal que trabalha para a Cooperativa, explica que os comunitários querem ganhar competitividade para seus produtos, já que há três anos vendem seus produtos para uma única empresa, que exporta os produtos. “Se conseguirmos a relação direta, podemos aumentar nossos ganhos”, diz. Kolbe acrescenta que é um desafio a adequação aos preceitos e normas da certificação, até por estarem dentro de uma Unidade de Conservação.
O estudo completo está disponível e pode ser baixado livremente aqui.
