II Summit de Serviços Ecossistêmicos

Do impacto medido ao impacto financiado. O II Summit de Serviços Ecossistêmicos FSC® conectou conservação e financiamento na América Latina

Visita Arauco, Summit de Serviços Ecossistêmicos. Foto: © FSC Argentina / Aire Media Group

Visita Arauco, Summit de Serviços Ecossistêmicos. Foto: © FSC Argentina / Aire Media Group 

Mais de 120 participantes se reuniram em Puerto Iguazú para compartilhar experiências, fortalecer capacidades e aproximar projetos de conservação com impactos verificados de empresas, instituições e atores ligados ao financiamento para a natureza.

Nos dias 8 e 9 de setembro, Puerto Iguazú, na Argentina, tornou-se um ponto de encontro regional para uma conversa cada vez mais relevante. Como transformar os resultados da conservação da natureza em oportunidades concretas de financiamento?

Sob o lema “Do impacto medido ao impacto financiado”, o II Summit de Serviços Ecossistêmicos FSC América Latina reuniu mais de 120 participantes, entre representantes de projetos e comunidades, empresas, organismos internacionais, governos, academia, organizações da sociedade civil e especialistas ligados ao financiamento para a natureza.

Organizado conjuntamente pelo FSC América Latina, FSC Argentina e FSC Brasil, o encontro deu continuidade ao caminho iniciado na primeira edição e avançou em direção a um objetivo concreto. Fortalecer as conexões entre os impactos positivos gerados e verificados nas florestas e aqueles que buscam contribuir e mobilizar recursos para conservar a natureza.

Da floresta à conversa sobre financiamento

O Summit foi concebido como uma experiência que permitisse explorar diferentes dimensões desse desafio.

O primeiro momento levou os participantes diretamente ao território, com uma visita de campo à Reserva Privada San Jorge, da Arauco Argentina, onde foi possível conhecer de perto como o manejo florestal responsável e a conservação se traduzem em impactos concretos sobre a biodiversidade e os serviços proporcionados pelos ecossistemas.

A experiência continuou com um showroom regional de projetos, que deu visibilidade a iniciativas de Serviços Ecossistêmicos FSC de diferentes países da América Latina e começou a gerar conexões entre aqueles que trabalham diretamente nos territórios e os diversos atores presentes em Puerto Iguazú.

A jornada técnica de 9 de setembro levou essa conversa um passo adiante. Especialistas do FSC, organismos internacionais, governos, universidades, organizações de conservação, empresas e especialistas analisaram o papel dos serviços ecossistêmicos diante das crises climática e de biodiversidade, bem como os mecanismos necessários para aproximar novas fontes de financiamento de projetos com resultados mensuráveis e verificáveis.

Por meio de diferentes experiências da região, o encontro permitiu conhecer modelos de conservação, restauração e manejo responsável que mostram como comunidades, proprietários e gestores florestais, empresas, governos e outras organizações podem trabalhar em conjunto para gerar e sustentar impactos positivos sobre a natureza.

Projetos de seis países reunidos em um mesmo espaço

Um dos principais objetivos desta segunda edição foi passar da conversa à conexão.

Por isso, o Summit encerrou sua programação com a Feira de Projetos de Serviços Ecossistêmicos FSC, um espaço presencial e virtual criado para aproximar iniciativas de conservação de empresas, instituições, organizações e outros atores interessados em contribuir para o seu desenvolvimento.

A Feira apresentou 21 projetos da Bolívia, Brasil, Chile, Equador, México e Peru. Treze deles apresentaram impactos verificados e outros oito compartilharam projetos com processos de verificação em andamento.

As experiências mostraram a diversidade e o potencial existentes na América Latina para mobilizar recursos para a conservação. Os projetos refletiram diferentes realidades, escalas e modelos de gestão, desde comunidade rurais e comunidades indígenas até reservas naturais, organizações de conservação e empresas. Em conjunto, mostraram que não existe um único caminho para financiar a natureza e que a colaboração entre comunidades, gestores florestais, empresas, governos e outros parceiros pode assumir diferentes formas de acordo com cada território.

A Feira também permitiu que os responsáveis pelos projetos apresentassem diretamente seus territórios, os impactos que geram, suas necessidades e as oportunidades de colaboração que oferecem. O encontro também incluiu um mecanismo para que os participantes pudessem manifestar interesse em projetos específicos e facilitar conexões posteriores.

Medir, verificar e mobilizar recursos

Ao longo do encontro, uma ideia central esteve presente. Para mobilizar recursos para a natureza, não basta reconhecer o valor das florestas. Também é necessário contar com evidências que permitam demonstrar os resultados gerados pelas ações de conservação, restauração e manejo responsável.

Os Serviços Ecossistêmicos FSC oferecem uma estrutura voluntária para medir e verificar os benefícios proporcionados pelas florestas. Com base na certificação de manejo florestal FSC, o Impacto Verificado permite demonstrar impactos positivos relacionados à conservação ou à restauração dos serviços ecossistêmicos.

Essa conexão entre território, evidência e financiamento esteve no centro do Summit e permitiu abordar uma das principais oportunidades para a região. Aproximar projetos capazes de demonstrar resultados verificáveis de organizações interessadas em contribuir para a conservação da natureza.

Visita a Arauco, II Summit de Serviços Ecossistêmicos FSC. Foto: © FSC Argentina / Aire Media Group

Visita a Arauco, II Summit de Serviços Ecossistêmicos FSC. Foto: © FSC Argentina / Aire Media Group

Das conexões à ação

A segunda edição do Summit deixou experiências compartilhadas, novos aprendizados e conexões entre projetos e atores que podem contribuir para o seu desenvolvimento. Também confirmou o potencial existente na América Latina para conectar conservação, manejo florestal responsável e novas oportunidades de financiamento.

O próximo passo será transformar essas conexões em colaborações capazes de sustentar e ampliar os impactos que já estão sendo gerados nos territórios.

No FSC, continuaremos trabalhando para aproximar os dois lados dessa equação, os projetos e territórios capazes de demonstrar impactos positivos sobre a natureza e as organizações interessadas em contribuir para gerá-los e mantê-los ao longo do tempo.

Esse também é o caminho proposto pelo Impacto Verificado FSC, tornar visível o valor gerado nas florestas, medi-lo, verificá-lo e criar novas oportunidades para sustentá-lo.

Do impacto medido ao impacto financiado.